julho 31, 2006

“EM TERRA DE CARNEIROS, É FRAQUEZA SER LEÃO!”

Missil.jpgQualquer pessoa com um pingo de sensibilidade decerto se arrepia ao ser confrontada com cenas como as que nos foram mostradas na sequência do bombardeamento levado a efeito sobre Canaã pela aviação Israelita. As imagens de crianças mortas, esventradas e estropiadas, são imagens com a capacidade de gerar profunda emoção, em qualquer pessoa, nas opiniões públicas mundiais e muito particularmente nas opiniões públicas Ocidentais.
O Xeique Nasralah, líder incontestado do Hesbollah conhece essa realidade tão bem, ou melhor que qualquer um de nós, pelo que não custa imaginar o seu contentamento em relação à ocorrência de semelhante chacina levada a cabo por aviões Israelitas.
Sabe-se bem que a capacidade destrutiva dos mísseis Katiusha, ou dos outros de maior alcance que sabe estarem na posse do Hesbollah, é uma capacidade destrutiva diminuta, pelo que o seu lançamento continuado mais não visa do que aumentar a provocação a Israel, levando assim a mais e mais bombardeamentos.
A criteriosa colocação das rampas de lançamento junto a agregados populacionais, outra finalidade não tem do que tornar as populações inocentes em involuntários escudos humanos, na certeza de que acontecimentos como o de ontem trazem grandes vantagens políticas, tanto maiores quanto maior for o horror instilado nas opiniões públicas internas dos países Ocidentais, produzido pela matança de inocentes.
Poucas horas após o fatídico bombardeamento teve lugar em Beirute uma manifestação perfeitamente organizada, com cartazes de choque, muito bem elaborados, que corriam pressurosamente a posicionar-se atrás de qualquer câmara de TV que estivesse a filmar. Vi vários cartazes desses aparecerem de imediato logo que as nossas TV’s ligaram as camaras para os "directos", exibindo fotografias de crianças desfiguradas e de mulheres em sofrimento.
Seguiu-se uma “espontânea” e oportuna invasão às instalações da ONU, com consequente destruição de mobiliário e viaturas, a qual de imediato suscitou uma chocada reacção por parte de Kofi Anan.
Note-se que toda esta movimentação, tendo como único alvo os órgãos de informação, se passou poucas horas após o trágico bombardeamento, mostrando sem sombra de dúvida de que estava tudo preparado, aguardando apenas a ocorrência de um incidente trágico, o que o Hesbollah tem procurado com afinco desde o inicio das hostilidades.
É assim que o Ocidente vai perder a guerra contra o Fundamentalismo Islâmico!
Com um conhecimento profundo dos mecanismos mediáticos, sem qualquer respeito pelos mais elementares direitos humanos, os radicais islâmicos vão minando e amolecendo todas as estruturas capazes de nos defender. Depois, quando estivermos totalmente indefesos, será quase como praticar tiro numa feira de diversões: Ou capitulamos, ou somos abatidos em nome de Alá.
Sempre tive para mim que a Democracia Ocidental acabaria por perecer, vítima dos seus próprios conceitos de Liberdade e Tolerância e parece-me que a presente crise no Próximo-Oriente é o verdadeiro paradigma desta situação. Como reza um curioso ditado popular “Em terra de carneiros, é fraqueza ser leão.” E isso já o Hezbollah entendeu há muito tempo e aproveita despudoradamente em seu favor.
Quanto ao conflito propriamente dito, não é preciso ser bruxo para imaginar como vai terminar: Quanto mais esmagadora for a vitória militar de Israel, maior e mais eficaz será o aproveitamento mediático por parte do Hesbollah e com as previsíveis reacções das opiniões públicas, maior será a sua vitória política. A Síria, afastada do Líbano por força de pressões internacionais, voltará triunfalmente à ribalta, pois parece ser o único interlocutor que o Hezbollah escuta. Israel tentará defender-se como pode desta armadilha fatal em que se enredou, enquanto o Irão continuará paulatinamente a desenvolver as suas capacidades nucleares.
Mais uma vez, uma Europa titubeante e insegura, repete o erro de Chamberlain ao ceder consecutivamente às exigências dos agressores, na miragem de uma solução milagrosa e utópica, que possa resolver a crise.
A Europa, após ter perdido definitivamente a sua dignidade, mais uma vez não conseguirá evitar a guerra.
Publicado por JM em julho 31, 2006 06:11 PM
Comentários
NAO HA' "SOLUCOES MILAGROSAS"! e... a unica coisa que eu sei, e' que no meio de todos os oportunismos politicos e no meios de todos os CHACAIS sao os *INOCENTES* que SOFREM!_OS "OUTROS"...RIEM-SE DO SOFRIMENTO ALHEIO COMO BOAS HIENAS QUE SAO!_ALIAS, PECO PERDAO AS VERDADEIRAS HIENAS*, PORQUE ESSAS VIVEM EM FUNCAO SA SUA PROPRIA NATUREZA!_PEDRADOR VIL, MAIS VIL QUE O HOMEM (PERDAO PARA OS VERDADEIROS SERES HUMANOS!), NAO CONHECO!_DEVO, NATURALMENTE, SER UMA IGNORANTE! MEU CARO AMIGO, trago-Lhe meu Abraco! _Em cada noticiario, fico ainda mais doente do que aquilo que na realidsade ja' estou! Deixei-Lhe pequena nota de PARABENS* la' nos meus modestos espacos! FIQUE EM SAUDE E ACEITE MEU AMIGO ABRACO! Heloisa. ************ Posted by: Heloisa B.P. at julho 31, 2006 07:57 PM
Há uma campanha mediática que não nos pode iludir. Aqueles que são atingidos nos prédios de onde são lançados os mísseis contra Israel são precisamente os terroristas e as suas famílias. Nestas coisas niguém pode ser ingénuo. Salvo os jornalistas, que são aqueles que tentam explicar aos outros aquilo que eles próprios não perceberam.Penso que nada disto irá enfraquecer os Israelitas na defesa da sua terra e dos seus. Já aprenderam na II Guerra Mundial o que podem valer as garantias de organizações internacionais. Como dizia Golda Meyr, "o povo de Israel prefere ser condenado a ser lamentado". Que Deus os ajude! Posted by: commonsense at julho 31, 2006 11:21 PM
A Europa constitui neste momento um monte de merda socialista, sem espinha dorsal e de ânus complacente. A moral, tal como nos foi ensinada, é politicamente incorrecta. Tal como na sociedade, também na política a sodomia passiva e cobarde substitui a potência viril activa. E nós sofremos impotentes, inermes, indefesos a intoxicação que nos atinje vinda dos média salafrários, infestados de jornalistas sevandijas, ignorantes e mal formados. Posted by: JMTeles da Silva at agosto 1, 2006 02:07 PM
Como se combate um grupo terrorista que se serve de população civil para atacar um país onde impera a democracia??? Colocando a cabeça debaixo da areia é que não... Posted by: Peixoto at agosto 2, 2006 04:23 PM
Subscrevo todo o seu artigo. Com a primeira Guerra no Iraque, começámos a ver a guerra em directo. Não admira por isso que todos se sirvam da televisão como arma par alcançar os seus objectivos porque sabem que a imagem, hoje em dia, é tudo! Posted by: Luisa at agosto 4, 2006 01:29 AM
OBRIGADA, Meu Caro Amigo*, por Sua visita! Ter sua presenca la' no meu cantito de "conversas", e' uma alegria e uma Honra:_OBRIGADA! Deixo-Lhe Um ABRACO e, releio ESTE e OUTRAS POSTAGENS que nao tive ocasiao de ler em tempo devido! FIQUE EM SAUDE! Heloisa. ********** Posted by: Heloisa B.P. at agosto 4, 2006 02:55 PM
Caro Velho: numa pausa de férias lhe digo: concordando na íntegra com este seu "post" apenas faltou chamar os bois pelos seus nomes! Nós (eles) Europa somos uns tótós, patetas, atrasados mentais, enfim uns verdadeiros iconoclastas da nossa própria civilização! Adamastor! Posted by: ADAMASTOR at agosto 5, 2006 11:52 PM
Já tudo foi dito, com mais tendência para ali ou melhor observação para acolá. Sobre os jornalstas - e eu sou um, portanto sei do que falo - parece-me daqueles julgamentos onde se culpam as indústrias de armamento pelas guerras ou as petroqímicas pelo aquecimento global. Ora acabe-se lá com o fabrico industrial de armas e com a produção de petróleo e veja-se como logo tudo fica direitinho!... Há um comportamento global, uma espécie de espiral descendete da Natureza Humana, que produz todos estes movimentos medonhos e em todo o lado. A Terceira Guerra Mundial começou há muito na míriade de conflitos regionais generalizados que todos os dias vemos nascerem, com maior ou menor intensdade, por todo o lado. E é por isso que, para o ano, nesta altura, tal como acontece com a época dos incêndios, estaremos todos a falar da mesmíssima coisa. E agora digam ao jornalista para não fazer o que o chefe lhe pede - e, já agora, digam ao chefe para não arranjar aquilo que o povo lhe pede - que vão para o desemprego!... Cobardes?!, todos somos um bocadinho - não é?... Posted by: anjinho papudo at agosto 6, 2006 12:19 AM
...E somos tantos - não é?!? Posted by: anjinho amnésico at agosto 6, 2006 12:22 AM
Comentário









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